segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ESCREVA MELHOR

Fora os erros de desatenção da imprensa, muitos deles catalogados na série “pérolas da imprensa”, preocupam muito, também, os erros ortográficos. Após a validação no Brasil do acordo ortográfico, ocorreu uma queda vertiginosa da qualidade literária das matérias publicadas. Tal ocorrência se deve ao fato de os redatores, por não se sentirem seguros quanto à forma correta de escrever determinadas palavras, preferirem o emprego de construções alternativas, que não mudam o sentido da mensagem, mas acabam prejudicando a estética do texto. Isto, aliado à falta de preparo e formação que comumente vemos em redatores autônomos da pequena imprensa, tem deixado nossos jornais e revistas com um aspecto amadorístico terrível, desestimulando a leitura e comprometendo a categoria. Isso sem falar no hábito desagradável de transpor para o texto jornalístico a linguagem desenvolvida nas redes sociais que se restringe àquele ambiente, não encontrando espaço algum no jornalismo impresso.
Acompanhe neste blog dicas importantes para escrever melhor.

Abaixo algumas delas:

DICAS PARA ESCREVER MELHOR TEXTOS JORNALÍSTICOS


1.     Jamais use abreviaturas de palavras correntes nos moldes que são empregadas nos sites de relacionamentos: vc, kkkkk, kreca; blz etc.
2.     Expressões popularescas, jargões e gírias, sobretudo as de baixo nível (calão) devem ser evitados ao máximo, sendo permitidos apenas em citações indispensáveis.
Ex: “O cara deu no pé, fugiu como o diabo foge da cruz”.
3.     Evite o uso de parênteses (ainda que sejam necessários).
4.     Muita atenção para não confundir termos de alguma forma semelhantes, mas com significados distintos; procure sempre ajuda do dicionário para ter certeza do que está querendo dizer.
Ex. pródigo e próspero, em que pródigo significa “Que despende com excesso; dissipador, esbanjador” e próspero, ao contrário, significa: “Bem sucedido; afortunado”.
5.     Fique atento à ortografia. Palavras erradas denigrem a imagem do jornalismo, além de poderem suscitar confusões que deturpam o significado da mensagem. Mantenha sempre uma tabela das principais mudanças do último acordo ortográfico e cuidado com o coloquialismo, pois muitos erros de escrita ocorrem a partir do próprio vício da fala.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Moda e beleza ditam tendências em mais uma semana da moda em São Paulo

Nesta sexta-feira, dia 28 de janeiro, a capital paulista recebeu a debutante São Paulo Fashion Week, que abriu as portas para comemorar esses seus quinze anos de existência exibindo com o mesmo sucesso de sempre, nada menos que 30 marcas brasileiras que vão mostrar, até o dia 2 de fevereiro, as tendências da moda outono/inverno para 2011.

Algumas delas são um remake de anos anteriores e mostram que são fortes o bastante para voltarem às vitrines. É o caso da calça skinny, que saltou de 2008 para buscar novamente a aprovação do público. Prática e sensual, ela se ajusta ao corpo dando-lhe mais firmeza e menos volume.

Os babados ressurgem com a paixão feminina nos anos de 1995/1996 e recuperados nas tendências de 2004, 2005 e 2006, revigoram-se este ano. Na mesma sintonia, também as rendas de 2004 regressam acrescentando jovialidade e mistério ao tom romântico da mulher.

Também se recuperam, este ano, as cores fortes de 2001, que disputam o mesmo lugar de destaque das estampas de animais, tendência que vem se mantendo há quase uma década, mas sem roubar o glamour do preto necessário.

Chamando à atenção não só para as roupas, mas também para as mãos, a fama ditou a moda com esmaltes metálicos e cintilantes, mantendo o colorido diversificado dos últimos tempos.

O estrelato internacional da moda não deixou de marcar presença no prédio da Bienal assinado por Oscar Niemeyer. Além da poderosa Paris Hilton, cuja presença não é novidade, a beleza de Demi Moore, esposa do ator Ashton Kutcher, que desfilará pela Colcci, é brilho garantido entre os espectadores
No campo das modernidades, destaque para o Twitter da Marieclaire, que transmite em tempo real notícias da SPFW.

O primeiro dia foi assinado pelas grifes Aimale, que trouxe a famosa Raquel Zimmermann, Tufi Duek com o estilo nórdico de Eduardo Pombal, Samuel Cisnansck e Triton, que mais uma vez trouxe a tradicional da marca, a socialite Paris Hilton, e investiu alto na tecnologia para transmitir o desfile ao vivo em seu site.

Hoje, sábado, o desfile começa Reinaldo Lourenço, às 12h30, segue com Ghetz às 14h30, em cujo desfile o brilhante Lucas Nascimento, especialista em moda tricô, também comemora quinze anos da marca.  Alexandre Herchcovitch vem a seguir; ele mostra seu guarda-roupa feminino com ousadia, provocando rumores ao apresentar a modelo transexual Lea T, nascido Leandro e filho do famoso futebolista Toninho Cerezo. Às 16h; a Neon às 17h30, a Amapô às 20h e termina às 21h30, com a Ellus,

Domingo, dia 30, a Iódice abre o desfile às 13h, seguida pela muito aguardada estreia de Juliana Jabour na SPFW, deixando o line-up do Fashion Rio. Cori faz o desfile seguinte, às 17h30, seguida pela Osklen às 19h e, às 21h, a Colcci encerra com o glamour especial da nossa Gisele Bündtchen e do espetacular Ashton Kutcher.

Na segunda, a sequência dos eventos é: Huis Clos às 14h, Maria Bonita às 16h30, Ronaldo Fraga às 18h, V. Rom às 19H e Reserva ás 20h.

Do Estilista abre o penúltimo dia da SPFW, terça-feira, às 15h30. Seguem: Ana Salazar, às 17h, FH por Fause Haten às 18h30, Jefferson Kulig às 19h30 e Lino Villaventura às 21h.

O encerramento, no dia 2 de fevereiro, começa às 13h com Gloria Coelho, seguida por João Pimenta às 15h30, Alexandre Herhcovitvh com seu masculino às 17h, Fernanda Yamamoto às 18h30, André Lima às 20h e, finalmente, Cavalera, às 21h30.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

CORREIOS LANÇAM SELO COMEMORATIVO aos 150 anos de Landell de Moura, em nome da imprensa

O “pai brasileiro do rádio”, Pe. Roberto Landell de Moura, teria completado 150 anos em 21 de janeiro de 2011. Em homenagem à data, os Correios lançaram o selo comemorativo com a efígie do inventor, por iniciativa do Movimento Landell de Moura, que deseja assim interceder junto às autoridades brasileiras pelo reconhecimento oficial do padre como inventor do rádio.

O palco principal das ações relacionadas ao evento se concentraram em porto Alegre e incluíram passeata virtual de radioamadores, caminhada e seminários sobre o tema, quando o professor Álvaro Bulfarah, que também é coordenador do Curso de Pós Graduação em Produção e Gestão Executiva em Rádio e Áudio Digital, recolheu assinaturas, entre elas, as de vários pesquisadores da cadeia de radiohornalismo, para embasar a petição. 

A circulação dos selos foi delimitada apenas para Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A banalização através das redes sociais

O advento da informática e a instauração do consumismo desmedido, sobretudo o tecnológico, ao mesmo tempo em que aproximam as pessoas virtualmente, exercem um efeito estranho no comportamental humano, a partir do que as pessoas passam a ter dificuldade no trato humano presencial e acabam por confundir o ambiente social físico com o ofertado pela internet.
Nas ruas, os aparelhos de MP3, celulares, iPads e afins substituem o diálogo espontâneo e amistoso entre desconhecidos e colocam as pessoas vinculadas ao próprio mundo, roubando-lhes oportunidades valiosas de interação social.
Mudanças no linguajar e até a criação de uma linguagem adulterada e sintetizada através da aproximação fonética, misturando idiomas como que desfigurando totalmente a gramática apontam para uma mudança cultural que mais parece um retrocesso. Isto ocorre ao mesmo tempo em que a liberdade de expressão, que virtualmente se dá de forma destemida e inconsequente, ultrapassa cada vez mais os limites do decoro social e flagram jovens mais agressivos e abusados demonstrando um tipo de ousadia que excede os limites da cidadania.
É como se um novo universo surgisse diante dos nossos olhos a fim de servir aos senhores da pressa, da superficialidade e da fantasia.
Movidos pela onda dos BB (Big Brothers), num efeito retardado da obra 1984, de George Orwell, os integrantes da nova onda virtual andam se banalizando e resumindo suas vidas ao que podem viver virtualmente. Uns se fazem grandes imperialistas ou fazendeiros, montando cafés e fazendinhas muito prósperas, onde crescem à custa de roubo, exploração e esperteza, características típicas de um mundo corrompido e ambicioso, tal ocorreu na realidade forjada pelos Estados Unidos. Outros, aficionados por jogos, sequer possuem editores de texto em seus computadores, apenas o acesso rápido à internet e uma infinidade de jogos onde podem matar sem escrúpulo ou assumirem personalidades bizarras a fim de exterminar adversários de qualquer estirpe, forma ou pretensão.
Resulta disso casos cada vez mais frequentes de casais que abandonam seus filhos pequenos sozinhos em casa, por horas ou dias, para vivenciarem um grande torpor nas cadeiras da lan house.
Este tipo de hipnose que leva milhões de seres humanos a preferirem dar satisfação de suas vidas e pensamentos a amigos desconhecidos e tentam saciar suas carências conquistando seguidores do mundo inteiro que deverão, por sua vez, bajulá-los muito, mesmo sem conhecê-los, integram o quadro perfeito do processo de banalização pela internet.
Não se pode, porém, atribuir esse comportamento, que chega a preocupar as autoridades educacionais, ao advento da informática. O perigo reside no uso que se faz das chamadas redes sociais e outros favoritismos da rede cibernética, âmbito no qual as pessoas mais reforçam seus “deslimites” de personalidade, do que se aprimoram enquanto seres humanos que são ou deveriam ser.
Os chamados fakes ou perfis falsos criam um mundo de ilusão ainda maior do que o já ofertado pela própria realidade, onde os sonhos de consumo, a princípio inatingíveis, tomam lugar no topo das metas pessoais.
O que essas pessoas, que se marginalizam a cada dia um pouco mais através da vida ideal que criaram para si na internet, têm a somar com o campo mórfico da nossa espécie na atual geração em desenvolvimento?
Mesmo aceitando a multidimensionalidade revelada pela física quântica, em que realidade existencial nós poderíamos enquadrar esses espécimes bitolados pela dependência virtual que possuem por grupos sociais as redes como Orkut, Sonico, Facebook e Twitter?
Haverá futuro para nós se pessoas desse tipo de enquadramento tiverem de tomar decisões em nome da humanidade terrena?